sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Nova abordagem ao problema dos acidentes nas estradas portuguesas

Vinha a ouvir na Europa o radio blog sobre os portugueses ao volante e perguntei-me: "Como podemos 'atacar' este problema ?"

Ocorreu-me uma resposta que passa pela combinação de duas perspectivas: cognitive surplus do clay shirky e design thinking do tim brown."

Escolha de escola (my framework)

A minha primeira escolha de escola para o Afonso (6 meses) foi muito fácil: um casal de amigos em que tinhamos muita confiança nos recomendou a Kriabebes (dos 0-3 anos). Hoje recomendamos nós! Primeiro o Afonso até aos 3, agora o Dinis, a seguir ...
Nesta escola aprendemos muitas coisas, entre elas o valor do amor numa escola, o valor da organização, o modelo pedagógico (nós aprendemos desde que há fecundação! logo precismos de pedagogia desde logo!), ...
Quando o Afonso teve que mudar de escola aos 3 anos, foi uma anciedade... como encontrar uma escola que pudesse dar seguimento a esta experiência, que entende-se o significado da aprendizagem nestas idades (na primeira infância aprendemos, há quem diga 90%, do que vamos usar nos restantes anos!); uma escola ao pé de casa ?, ...

Começamos por avaliar escolas em volta da nossa casa, procurando satisfazer um critério de qualidade de vida familiar... vimos muitas escolas (acima de 10) e tivemos muitas respostas, mas não foram suficientes. O Afonso está no Parque, na zona de Algés, longe da nossa residência. A questão é simples, foi onde encontramos respostas claras a um conjunto de perguntas, e que podem ser sistematizadas como se segue (chamo o meu framework de escolha de escolas ;-) São apenas três classes de perguntas...

* Que modelo pedagógio usam e como é implmentado ?
- Qual o modelo pedagógigo que usam ?
- Como é implementado em sala ?
- Que actividades envolve e como se articulam (e.g. curriculares, extra-curriculares) ?
- Que 'inteligências' trabalha e como ?
- Porque técnicos é apoiado ?
- Qual a equipa pedagógica ?
- Como vêm cada criança e como respondem as suas necessidades específicas (e.g. ainda precisa dormir, quando já ninguém dorme, ou vice-versa) ?
- qual o envolvimento dos pais ?

* Que modelo de governo ?
- Quem faz a direcção pedagógia e a direcção escutiva ? são as mesmas pessoas ? ou estão separadas ?
- Que apoio técnico existe na escola ? (e.g. motricidade, psicologia, pedagogia, nutricionista, pediatra, ...)
- Qual o apoio administrativo (e.g. segurança, cozinha, limpeza, ...)
- Quem manda na sala ?
- Como são treinadas as educadoras ?
- Qual o modelo de gestão ?

* Quais as condições, incluindo infra-estruturas ?
- componente económica para primeiro filho e irmãos
- condições e meios de pagamento
- serviços complementares (e.g. transporte, jantar).
- Salas, berçario, WCs, e respectiva localização
- cozinha, zonas comums
- Aquecimento
- Segurança e acessos
- Recintos desportivos, incluindo ginásio, piscina, ...
- Biblioteca e audio-visuais
- formas de interacção (reuniões, comunicações electronicas, ...)

domingo, 25 de julho de 2010

Excelente, mas... não é suficiente!

Ser de esquerda e direita é excelente.
Ser a favor e contra é excelente.
Discutir por argumentação, é excelente.
Mas não é suficiente.

Quando se junta as três normalmente dá que se és de esquerda e eu de direita, tudo o que dizes não esta bem, logo argumento contra ti! Se és de direita e eu de esquerda, tudo o que dizes não esta bem, logo argumento contra ti!

Com este método, chegamos até aqui, o que é excelente. Fizemos muito enquanto humanidade.
Mas preicsamos de mais e por isso não é suficiente.

Para discussão, no sentido de construir algo em conjunto, sugiro um método diferente: seis chapéus do edward de bono (ver six hats@wikipedia).

Aplicado a um tema da actualidade, poderia ser algo do género (apenas para ilustar):

- PSD propôs alterar o artigo 64º, 2, a) [saúde]

* artigo em vigor:
Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito;

* redacção proposta:
Através de um serviço nacional de saúde universal e geral, não podendo, em caso algum, o acesso ser recusado por insuficiência de meios económicos;

* Chapéu branco:
- redacção original de 1976
- consultar www.pordata.pt, sector saúde, dados entre (e.g.) 1965 e 2008

Chápeu preto:
- pessoas podem sentir que o SNS não as vai tratar

Chapéu amarelo:
- garante que ninguém pode ser excluído
- assume que não conseguimos ter um serviço universal e gratuito

Chapéu vermelho:
- no país que temos, não será está uma proposta para agradar a 'amigos', i.e., encomendada por quem quer fazer negócio no SNS?

Chapéu verde:
- ideia do estado se focar na pessoa (garantir que esta tem acesso a um serviço de saúde de qualidade) em vez de no prestador

Chapeú azul:
- revejo-me na ideia que o papel do estado é garantir que todos os que estão sobre sua alçada (de direito) tem condições de acesso a um serviço de saúde de qualidade, independente de género, raça, condição económica, ...

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Constituição da Républica Portuguesa em link
Anteprojecto de revisão constitucional do PSD em link
six hats from edward de bono @ wikipedia