quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Tratado sobre consultoria

Um dia destes ainda escrevo um!
Segue um esboço sobre:


Substância: Sabemos pouco para sabemos muito sobre a substância (da esquerda para a direita)
Processo: De mais flexível para menos flexível (de baixo para cima)

Âmbito:
- Consultoria tradicional: para contextos bem estudados/ definidos; assume que é há bom conhecimento sobre a matéria e que se sabe o que aplicar correctamente
- Consultoria de processo: para contextos em que se conhece a forma de intervir mas pouco sobre o tema; muito focado no individuo
- Design Thinking: sabemos pouco sobre o tema e/ou processo; assume-se que o conhecimento não existe à partida; terá que ser criado
- Personal Consulting: materia é conhecida; o processo é muito flexível, dependete do contexto

Granularidade:
- Consultoria de processo e Personal consulting: muito focada para o indivíduo ou para grupos pequenos
- Consultoria tradicional e Design Thinking: tipicamente focada na função ou em grupos de pessoas

Outras dimensões podem ser avaliadas:
- foco: sobre as pessoas ou sobre a função
- natureza: mecanicista ou orgânico
- conhecimento: existente ou novo (ponto de partida)
- relação com o cliente (quem pede consultoria): prescritiva ou envolvente/ participativa




domingo, 13 de novembro de 2011

Congresso de Empreendorismo

No passado dia 27 e 28 de Outubro aconteceu o 1º Congresso Ibérico de Empreendorismo, promovido pela Associação Empreend. Gostei de ter estado presente. Ficam aqui as minhas notas sobre o dito cujo.

- Muitas pessoas que estiveram presentes, estavam lá porque estavam a pensar em empreender. A grande maioria por obrigação. Tinha perdido o emprego, 1º emprego, 'farto' de empregos precários, ... ou seja, empreendorismo por necessidade.

- Nesta linha, estamos a precisar urgentemente de muitos eventos que possam ajudar estas pessoas, facultando informação, soluções, oportunidades, espaço para reflexão, redes de conhecimento e experiência, meios, ... mas também reflexão sobre o que significa empreender, como se pode viver com a incerteza, que comportamentos estão associados, casos/ motivações para insucesso, casos/ motivações de sucesso, ...

- Do outro lado da fronteira tudo esta mais sistematizado, organizado, mais estudado. O foco é muito regional, o driver foi muito académico, mas a distância foi muito grande entre os nossos oradores e os do pais irmão (os convidados estrangeiros vinham todos da academia). Eles mostram-se mais visionários e com boas dinâmicas regionais, i.e., começam a perceber, com a ciência, como podem iniciar uma grande mudança a partir das suas regiões (do local).

- Quase todos os casos escolhidos foram bons e ilustrativos, dando pistas para o acto de empreender (foram só casos portugueses). Mostaram diferentes dinamicas: interior, litoral; nacional, internacional; tradicional, moderno; económico, social; território, desmaterializado; educação de empreendedores, criação de empresas.

- No evento ficou patente a escassez de informação sobre Portugal e o caso Português. Também vimos que há falta de estartégia e visão a todos os níveis.

- Painel de financiamento foi fraco e desmotivador, embora tivesse presente o sector público, privado e bancário; não apontou soluções e mostrou a falência das soluções que temos vindo a utilizar até ao presente.

- No geral, temos muito trabalho pela frente para criar uma dinâmica empreendedora na nossa região. Devemos articular com Espanha e com outras geografias para criar novo conhecimento.

- Algumas ausências: Beta-i, IES, , , , ,

- No geral ficou a ideia de um evento muito organizado em torno de Cascais, pouco representativo do espaço Nacional e com uma dinâmica territorial - empreender a partir de uma região (e.g. Cascais ?). Muitas pessoas disponíveis para empreender, por necessidade - sente-se muita apreensão e baixa motivação.