quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Sinais

Nas últimas semanas houve um conjunto de eventos que merecem ser referidos e registados. Constituem para mim um sinal de que 'algo' mexe, esta vivo, sente-se e faz-se sentir. Clama, reclama. Responde, estimula. Inquieta, interroga. Inspira.

Exposição comemorativa dos 30 anos do CAM - Sob o Signo de Amadeo. Um Século de Arte, onde cerca de 170 obras do Amadeo são apresentadas

Colóquio Internacional Almada Negreiros, 13 a 15 de Novembro (120 anos sobre o nascimento de Almada)

Congresso Internacional Surrealismo(s) em Portugal, 18 a 22 de Novembro (60 anos sobre a morte do poeta António Maria Lisboa, inaugura a Casa da Liberdade de Mário Cesariny)

"Diálogos sobre o Cinema Português e o Cinema do Mundo" com Joaquim Sapinho e Haden Guest, Gulbenkian e Harvard, desde 22 de Novembro

Congresso Internacional Fernando Pessoa,  28 a 30 de Novembro

São exemplos das últimas semanas. Podemos ir a outros campos, desde o cinema, teatro, dança, fotografia, ...

Com a música, ando espantado, como devem andar espantados todos os que celebram a obra, o empreendimento dos seus pares, pelos festivais de música em todo o pais, semana internacional do piano em Óbidos, semana internacional do saxofone de Palmela, semana internacional do Acordeão de Alcobaça, e por ai fora... E os músicos jazz ? Jovens, com muito talento, a trabalhar pelo Mundo, em rede, produzindo
Um indicador será observar, ao longo dos anos, o número de semanas internacionais, o número festivais de Jazz e de outras músicas a florescer pelo pais, bem como o número de candidatos ao prémio de jovens músicos da Gulbenkian.

Com estes dois 'fluxos' vemos respostas em diferentes tempos (curto, longo). No curto, a resposta, o celebrar do que melhor fizemos, inspirando novo sonho, nova visão de acção. No longo, a diversificação na educação em tornos de novas inteligências (e.g. música, movimento) cria novos talentos e um capital social que se começa a tornar-se visível. Em ambos vemos criatividade.

O 'sistema' responde pela cultura, pela celebração de valores que tem sido intemporais e que tem alimentado o pensamento português ao longo do tempo, essa capacidade de superação individual e colectiva, esse transcender-se, na busca de ser melhor. Exemplo disso é a última obra do Paulo Borges, "É a Hora!".


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